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Doce de Gila

 

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A gila é uma espécie de abóbora que se assemelha a uma melancia. Entretanto, ao abri-la, nota-se a presença de uma polpa branca e fibrosa, com sementes grandes e escuras. No município de Bom Jesus, no Rio Grande do Sul, a gila é bastante popular. Lá, a fruta pode ser provada in natura ou na forma de doce.

Ingredientes

Modo de preparo

A gila deve ser aberta jogando-a ao chão. Isso porque não deve haver contato com metais, como faca, que podem dar um gosto amargo ao doce.

Com as mãos, quebrar a gila em pedaços.Retirar os fiapos e as sementes com a mão.Lavar bem os pedaços em água fria até que a gila pare de espumar.Deixar os pedaços de molho, de um dia para outro, em água limpa.

No dia seguinte, levar a gila para cozinhar num tacho esmaltado, em fogo alto,colocando água aos poucos. Descartar a casca quando esta se separar da polpa da fruta. Retirar a polpa da panela e enxaguar com água fria. Em seguida, deixar escorrendo a polpa sobre uma peneira.

Numa panela, adicionar açúcar (a proporção entre o peso do açúcar e da gila deve ser 1 por 1) e cobrir com água. Formar uma calda em ponto de fio. Adicionar a gila. Acrescentar cravo e canela em rama a gosto. Ferver por aproximadamente 30 minutos. Esfriar e colocar o doce em uma compota de vidro.

via http://brasilsabor.com.br/por/receitas/item/21

e mais:

Doce de Gila

A miudagem esperava ansiosamente pelo grande dia, que acontecia sempre durante as férias de Verão. Durante um ano, discutia-se a quem pertenceria o privilégio de partir cada uma das três grandes abóboras Gila que espreitavam do cimo do armário da cozinha, uma para cada dos irmãos, à espera dos dias alquímicos em que se transformariam no delicioso doce de cabelos transparentes, destinado às mais diversas pastelarias caseiras mas que acabava sempre por desaparecer assim mesmo à garfada, que com todos aqueles fios, uma puxa outra…
Ingredientes:
1 Abóbora Gila
Sal
Açúcar
Casca de Limão ou Canela em pau.
Preparação:
Adquira uma abóbora Gila do ano passado ou espere um ano antes de fazer o doce. A razão porque é mais sensato fazê-lo prende-se com a intrincada anatomia interna destas abóboras. Totalmente branca e constituída por uma trama cerrada de fios onde se destacam as pevides pretas, existe a unir os polos da abóbora umas fitas também brancas que são o órgão que prende e distribui as sementes. Estas fitas ( a tripa)transmitem ao doce um insuportável sabor a peixe e devem ser totalmente retiradas assim que se parte a abóbora, operação bastante melindrosa e passível de confusão entre o branco da tripa e o branco dos fios.
Ora, com o correr do tempo, esta fita vai-se tornando amarela e um ano depois não há confusão possível. Retira-se tudo o que é amarelo e deixa-se tudo o que é branco.
Parta a abóbora atirando-a ao chão e não lhe toque com qualquer faca ou outro objecto metálico, que escurece o doce e lhe dá um sabor metálico pungente. Retire cuidadosamente toda a tripa e as pevides.
Coza os pedaços com casca em água e sal, durante o tempo necessário para que a casca se comece a destacar dos fios. Vaze os bocados cozidos para um alguidar com água fria e, com os dedos, retire a casca lenhosa e uma ou outra pevide que sempre escapam à primeira limpeza. Desfaça em fios a parte branca, apertando entre os dedos e passe-os já separados para outro alguidar com água. Esfregue bem esta massa de fios dentro de água, até já não se formar qualquer espuma ao esfregar. Deixe então a abóbora desfiada numa salmoura a 5% (50g de sal por litro de água), durante 24 horas.
Escorra e lave em duas águas limpas deixando de molho em água doce mais 24 horas.
Escorra bem os fios, pese e misture com peso igual de açúcar. Quando a mistura se mostrar molhada, ponha ao lume e tempere com uma casca de limão ou dois paus de canela, conforme gostar mais.
Deixe apurar um ponto em que fique estrada no fundo da panela, mexendo para não pegar, o que, a acontecer, dá ao doce uma cor acastanhada em vez do transparente vagamente esverdeado que o caracteriza.
Pode deixar o doce em ponto de Estrada (115ºC), para recheios, ou em ponto de Espadana (120ºC) para doce de colher, mais difícil de obter sem queimar nada. Em qualquer dos casos deve ser posto nos frascos muito quente e estes logo fechados. Se deixou o doce nos 115ºC adicione 3-4 gotas de Vodka na superfície antes de fechar o frasco, para garantir uma conservação a longo prazo sem problemas de bolor. Nos 120ºC não é preciso este cuidado suplementar.

Notas:
Depois de se comer um doce de Gila feito por nós, é difícil gostar das versões industriais. Se acha que, no futuro, não vai ter tempo ou paciência para voltar a fazer Gila, então é melhor nem experimentar esta trabalheira toda, cuja recompensa é um dos doces mais delicados e exigentes da nossa doçaria.

via http://comidascaseiras.blogspot.com

Nunca tinha sequer ouvido falar em GILA…vivendo e aprendendo…

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