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Francine Christophe

 

Francine Christophe, sobrevivente do holocausto judeu, tem agora 82 anos e uma dura história sobre sua infância.
Aos 8 anos, teve que usar uma estrela amarela no peito, escrito Juif (judeu), como muitos outros naquela época. Em 1944, ela e sua mãe, foram capturadas e levadas ao campo de concentração de Bergen-Belsen. Tinha 11 anos…

 

Este é o video onde Francine conta, com muita firmeza e dignidade, uma passagem de sua vida no campo de concentração. Impossivel não se emocionar…

(A tradução esta abaixo do vídeo)

Meu nome é Francine Christophe, nasci em 18 de agosto de 1933.
1933 foi quando Hitler tomou o poder.

Olhe, esta é a minha estrela. Eu a tinha que usar no peito, como todos os judeus.Grande, não? Especialmente para uma criança. Na epoca, eu tinha somente 8 anos.
Quando eu estava no campo de concentração Bergen-Belsen, uma coisa incrível aconteceu. Como vocês devem saber, os filhos dos prisioneiros de guerra, éramos ‘privilegiados’, noa era permitido trazer alguma coisa pequena,da França.Uma sacola pequena com 2 ou 3 itens pequenos. Uns traziam chocolate, outros, um pouco de açúcar, um punhado de arroz. Minha mãe trouxe duas pequenas barras de chocolate. Ela me disse: "Vou guardar comigo para quando você estiver amargurada, precisando de ajuda, eu te dou esse chocolate e você vai se sentir bem melhor."

Uma das mulheres presas conosco estava grávida, apesar de não aparentar, porque estava muito magrinha. O dia chegou e ela entrou em trabalho de parto, e ela foi encaminhada para o hospital do campo, com minha mãe e a chefe das barracas. Antes de partirem, minha mãe me disse:
"Lembra aquele chocolate que eu estava guardando para você?."
"Sim mamãe."
"Como você se sente?"
"Estou bem, mamãe. Vou ficar bem."
"Bem…então, se está bem para você, eu gostaria de dar o chocolate para a senhora que vai dar a luz, nossa amiga Hélène. Vai ser dificil dar a luz aqui. Ela deve morrer. Se eu der a ela este chocolate, acho que estarei ajudando um pouco"
"Ok mãe,faça isso!"

Helénè, deu a luz a um bebê bem franzino. Ela comeu o chocolate. Não morreu. Voltou para o alojamento.
O bebê nunca chorou. Nunca!!! Nem mesmo um gemido…

Seis meses mais tarde, o campo foi liberado.Eles abriram os trapinhos onde o bebê estava enrolado, e o bebê chorou bem alto. Ele nascia naquele momento!! Nós o levamos de volta para a França. Uma coisinha franzina de 6 meses.

Ha poucos anos atrás, minha filha me perguntou, "Mamãe, se vocês deportados tivessem tido o apoio de psicólogos ou psiquiatras quando retornaram, talvez tivesse sido mais fácil para vocês." Eu respondi, "Sem dúvida nenhuma, mas nós não tivemos. Ninguém pensou em doenças mentais, mas você me deu uma boa idéia. Vamos ter uma palestra sobre esse assunto."

Eu organizei a conferência sobre o tema: "E se os sobreviventes dos campos de concentração tivessem tido um aconselhamento em 1945, o que teria acontecido?"
A conferência atraiu uma multidão. Sobreviventes idosos, historiadores, muitos psicólogos, psiquiátras, psicoterapeutas. Muito interessante! Muitas idéias surgiram. Foi excelente!
Então uma mulher subiu ao palco e disse, "Eu vivo em Marseille, onde eu trabalho como psiquiatra. Antes de iniciar o que tenho a dizer, eu tenho algo para Francine Christophe." Em outras palavras, eu.
Ela buscou algo no bolso e tirou um pedaço de chocolate, me entregou e disse, "Eu sou aquele bebê!!!!

(tradução: Pukka131)

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