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Toque de Arte – DVD COMPLETO – “20 Anos – Ao Vivo”

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Publicado em 27 de abr de 2019

 

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Grupo vocal e instrumental Toque de Arte apresenta integralmente o seu DVD gravado no Citibank Hall – RJ, celebrando 20 anos de carreira. DVD “TOQUE DE ARTE – 20 ANOS – AO VIVO”
Obras/Compositores: 1. AQUARELA DO BRASIL (Instrumental) Ary Barroso HINO NACIONAL BRASILEIRO
2. AQUARELA BRASILEIRA Silas de Oliveira
3. RETALHOS DE CETIM Benito de Paula FALSA BAIANA Geraldo Pereira FATO CONSUMADO Djavan
4. ISSO AQUI O QUE É Ary Barroso MARACANGALHA Dorival Caymmi KID CAVAQUINHO João Bosco
5. EXALTAÇÃO À MANGUEIRA Enéas Brites / Aloísio da Costa
6. DEIXA A MENINA Chico Buarque de Holanda COTIDIANO Chico Buarque QUEM TE VIU QUEM TE VÊ Chico Buarque
7. FOI UM RIO QUE PASSOU EM MINHA VIDA Paulinho da Viola
8. DISRITMIA Martinho da Vila
9. MADALENA DO JUCU Martinho da Vila CAPOEIRA Salgadinho / Carica / Prateado
10.MULHERES Martinho da Vila
11.TREM DAS ONZE Adoniram Barbosa SMILE Charlie Chaplin O SHOW TEM QUE CONTINUAR Luiz Carlos da Vila / Arlindo Cruz / Sombrinha
12.AS 40 DPS Gil de Carvalho MALANDRAGEM DÁ UM TEMPO Adelzonilton Barbosa / Moacir Bombeiro / Popular P.
13.LA BELLE DE JOUR Alceu Valença
14.TEMA DA VITÓRIA Eduardo Souto Neto
15.PRIMEIROS ERROS Kiko Zambianchi
16.MAS QUE NADA Jorge Benjor QUE PENA Jorge Benjor OLHOS COLORIDOS Macau JOGA FORA Michael Sullivan / Paulo Massadas MENINA CAROLINA Badia / Beleu / Leleco AMOR PERFEITO Michael Sullivan / Paulo Massadas / Lincoln Olivetti / Miguel / Robson Jorge AS DORES DO MUNDO Hyldon
17.SOUL DE VERÃO Pitch / Gore / Nelson Motta É HOJE Didi / Mestrinho VOU FESTEJAR Jorge Aragão / Dida / Neoci O CAMPEÃO Neguinho da Beija-Flor PEGUEI UM ITA NO NORTE Demá / Arizão, / Bala / Guaracy / Celso
18.O QUE É O QUE É Gonzaguinha Ficha Técnica / Technical Data – CD / DVD Artista/Artist: Toque de Arte Toque de Arte: – Marcelo Eloi (voz/voice, pandeiro, tamborim, tantan) – Marcio Costa (voz/voice, cavaquinho) – Marcelo China (voz/voice e violão) – Nando Regis (voz/voice e cavaquinho)
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Recado ao Zé Mané

Mensagem de Harley Wanzeller

“Recado ao Zé Mané”. Dirigido aos “isentões politicamente corretos” de nosso Brasil….”

by Harley Wanzeller

 

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Dia da Independência: Por que Brasil continuou um só enquanto América espanhola se dividiu em vários países?

América Portuguesa x América Espanhola

 

Há exatos 196 anos, em 7 de setembro de 1822, o Brasil ganhava sua independência de Portugal.

Mas por que a América portuguesa se tornou um único país, enquanto a América espanhola se fragmentou em outros tantos?

Não há apenas uma única razão, mas várias, segundo historiadores com quem a BBC News Brasil conversou. E, para quem busca respostas fáceis, um alerta. Não há unanimidade nas conclusões.

Excelente e muito informativo esse artigo. Para ler mais, clique aqui: [continuar lendo…]

 

via BBC NEWS Brasil 

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Como um plano para salvar o Museu Nacional fracassou…

Na raiz do problema, a governança

By Mariana Barbosa…

Há pouco mais de 20 anos, o empresário Israel Klabin conseguiu um cheque de US$ 80 milhões do Banco Mundial para reformar e modernizar o Museu Nacional. Um time de voluntários chegou a se formar para trabalhar num pré-projeto de reforma para apresentar ao banco. “Era uma modernização enorme. E a única condição imposta pelo Banco Mundial para liberar os US$ 80 milhões era …[continue lendo..]

 

Via Brazil Journal

 

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Como um plano para salvar o Museu Nacional fracassou

Imagem de https://braziljournal.com/
Museu Nacional da Quinta da Boa Vista
imagem e texto de https://braziljournal.com/

“Há pouco mais de 20 anos, o empresário Israel Klabin conseguiu um cheque de US$ 80 milhões do Banco Mundial para reformar e modernizar o Museu Nacional.

Um time de voluntários chegou a se formar para trabalhar num pré-projeto de reforma para apresentar ao banco.

“Era uma modernização enorme. E a única condição imposta pelo Banco Mundial para liberar os US$ 80 milhões era que houvesse um modelo de governança moderno, com conselho e participação da sociedade civil,” Klabin disse ao Brazil Journal.

O dinheiro nunca saiu dos cofres do banco.

O projeto foi vetado pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, que … Continue lendo..

Via Brazil Journal

 

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Que país e esse?

Um país enlouquecido – "Por Fernando Gabeira, em O Globo de 14/02/2016"

 

 

Que país é esse? País do carnaval? Não totalmente, posso assegurar. Só no Ceará, 55 cidades, algumas delas visitadas por mim, cancelaram a festa popular. Crise econômica, zika e a seca que ainda assola o sertão, apesar das primeiras chuvas de inverno, são as principais causas do cancelamento. Naturalmente, os olhos estavam voltados para o país do carnaval, com suas cores, alegria e a beleza dos corpos.

Mas o ano começou em algum momento da semana passada. Brasil real e Brasil fantástico se fundem, de novo, numa dramática unidade. Quem já trabalhou com a questão nuclear sabe como é difícil transmitir a ideia de perigo através da radiação invisível. No caso do zika, o mosquito ainda não foi visto por milhares de pessoas, exceto em fotos microscópicas. A picada é indolor porque sua saliva produz anestésicos. No entanto, a ONU decretou emergência internacional. Obama pediu US$ 1,8 bilhão para investir nas pesquisas e ajudar os países atingidos.

Tanto a ONU como Obama estão, de uma certa forma, falando de nós, pois a recente eclosão do zika foi registrada no Brasil. Foi aqui que se estabeleceu a relação entre o vírus e a microcefalia. Dilma pedalou no carnaval. Outros dirigentes devem ter frequentado os camarotes, se refugiado em sítios, navegado pelas ondas do Atlântico. Tudo bem. Não compartilho de restrições puritanas ao carnaval. Nem acho que os dirigentes têm de trabalhar como escravos. Se pudesse recomendar uma leitura de carnaval, indicaria “A peste”, de Albert Camus. No livro, os ratos mortos apareciam aqui e ali, indicando a chegada da peste bubônica.

No Brasil, os sinais são outros. Crianças com microcefalia aparecem aqui e ali, indicando não a morte, mas o surgimento de uma geração sacrificada. Em Maranguape, onde passei a sexta de carnaval, há 14 casos de microcefalia suspeitos de estarem ligados ao vírus zika. Visitei uma família e constatei, nesse caso, que, apesar do cérebro menor, a criança tem uma excelente saúde. A própria mãe não vê diferença entre ela e o irmão primogênito quando era da mesma idade.

Possivelmente, os problemas virão depois. Não há estrutura para cuidar deles. Mesmo no Rio, os primeiros casos de Guillain-Barré, uma doença paralisante, estão sendo subestimados pelo precário sistema de saúde pública. Uma paciente de Magé tentou em três cidades e só conseguiu internação depois de muita luta da família. O que me chamou a atenção foi a frase da subsecretária de saúde de Petrópolis, diante dos apelos da família da vítima:

— Vão catar coquinhos. Vocês vieram de Magé.

Essa frase não apenas é uma negação da virtude humana que a peste costuma despertar, a julgar pelo romance de Camus: a solidariedade.

As pessoas pensam dentro do seu quadradinho. O presidente do Quênia, por exemplo, disse que não mandaria atletas para a Olimpíada se o país se mostrasse incapaz de resolver a epidemia de zika.

Acontece que a tarefa não é apenas do Brasil. Obama pediu dinheiro ao Congresso, também para os países atingidos. O vírus não nasceu aqui. Possivelmente veio da Polinésia, com atletas que disputaram uma regata no Rio. E chegou à própria Polinésia através de Uganda. A humanidade está no mesmo barco, sobretudo com a globalização. No entanto, no epicentro desse drama mundial, o país canta e dança feliz. Sua presidente pedala, os líderes estão enfurnados em sítios e tríplex de propriedade duvidosa.

Desde o fim de 2015, insisto na tecla de que é uma crise econômica, ambiental, sanitária e, certamente, moral. A seca, por exemplo, foi agravada pelo El Niño. Ele já dura quase cinco anos no sertão do Nordeste. Não gostaria de ver Dilma na região vertendo algumas lágrimas, porque isso Dom Pedro já fez. Gostaria de vê-la trabalhando, articulando providências, traçando planos emergenciais.

Da mesma forma, um presidente precisava tratar do tema do zika com uma dedicação e frequência maior do que um simples discurso de TV, escrito por um marqueteiro. O que ela produziu de novo foi a frase: precisamos acabar com o mosquito, antes que ele nasça. Ao visitar no domingo uma barragem completamente seca em Acopiara, uma cidade de 70 mil habitantes, tive uma dolorosa intuição: a crise, a seca, a epidemia acontecendo num país corroído moralmente, com os líderes correndo da polícia, negociando tudo para se manter no cargo — tudo isso pode resultar em tragédia.

E a tragédia não reside somente nos fatores externos, mas na própria cabeça dos brasileiros. Como admitir que, nessas circunstâncias epidêmicas e emergência internacional, esteja se buscando um ministro da saúde no PMDB? No entanto, a escolha do ministro transforma-se num subproduto da luta entre a família Picciani e Eduardo Cunha.

Seria o caso de uma invasão internacional, não com mariners ou forças de paz, mas com enfermeiros e psicólogos, pois o país que tem crianças com microcefalia perdeu a cabeça."

FONTE: FACEBOOK DO GABEIRA

via O Boletim

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Sobre o aborto – Cora Rónai

 

A epidemia de zika e o aumento explosivo do número de casos de microcefalia puseram na ordem do dia o debate sobre a descriminalização do aborto. Da escuridão, às vezes, nasce a luz: tenho a impressão de que, em menos de um mês, foram publicados mais artigos e entrevistas sobre o assunto do que nos dez anos anteriores. Amaldiçoado com uma das classes políticas mais cínicas e calhordas do mundo, que foge de qualquer tema que possa desagradar aos religiosos, o Brasil está se devendo essa discussão há tempos — mas a simples menção da palavra "aborto" basta para que os nossos legisladores, salvo raras e heroicas exceções, virem para o lado e façam cara de paisagem. Pouco importam, para eles, as vítimas da sua covardia. Quem sabe agora, diante do desastre e da gritaria, tomem vergonha e tenência.

Interromper uma gravidez — em qualquer situação — é prerrogativa da mulher. A maioria dos países do Primeiro Mundo, aqueles que melhor resolveram as suas desigualdades econômicas e sociais, já reconheceram isso. O aborto é legal, sem restrições, em toda a América do Norte, na Europa (com as significativas exceções da Polônia e da Irlanda), na Austrália e numa boa parte da Ásia, para não falar em países que nem são tão desenvolvidos assim, mas que têm feito um esforço nesse sentido, como nosso vizinho Uruguai ou a África do Sul. Em outros, como Índia, Japão ou Islândia, foram estabelecidos limites de tempo para a interrupção da gravidez, mas mesmo esses limites podem ser flexibilizados em casos de doença grave da mãe ou do feto, ou circunstâncias socioeconômicas adversas. Eles entendem que a maternidade é um compromisso para a vida inteira, e que um aborto é muito menos traumático, individual e coletivamente, do que uma criança indesejada.

O Brasil, porém, está alinhado com o Afeganistão, a Somália, a Líbia, o Sudão, o Mali, o Burundi, o Iêmen ou o Haiti, países onde a vida humana, caracteristicamente, vale muito pouco. Até Paquistão e Arábia Saudita, que tratam as suas mulheres feito lixo, têm leis melhores do que as nossas, para não falar numa quantidade de países da África subsaariana, como Zâmbia, Namíbia ou Quênia.

Um excelente mapa interativo do Center for Reproductive Rights mostra a legislação sobre o aborto no mundo. Ele pode ser visto em goo.gl/340WF.

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Digo que o Brasil precisa discutir o aborto, mas eu mesma, pessoalmente, não tenho mais ânimo para isso. Sei que existem pessoas boas genuinamente angustiadas com a sorte dos fetos alheios, para além de dogmas religiosos e falsos moralismos, mas essas pessoas têm sido minoria nas discussões acaloradas da internet.

Nessas discussões, as pessoas que mais se dizem horrorizadas com as mortes de fetos — chamando-os de "crianças" para maior efeito dramático, fingindo desconhecer o fato de que "crianças", ao contrário de embriões, conseguem sobreviver fora do corpo da mãe — são estranhamente insensíveis às mortes das mulheres obrigadas a abortar em condições sub-humanas. Para elas, a vida, tão preciosa dentro do útero, deixa de ter valor do lado de fora.

Defendem a inviolabilidade da vida, e sustentam que a legislação brasileira, retrógrada ao extremo, basta para qualquer mulher; não veem contradição nenhuma em defender o aborto em casos de estupro e em gritar que toda vida é sagrada. Mas, se é, que diferença há entre os fetos gerados por estupro e os fetos gerados por amor? As "crianças" não são todas iguais?

Hipocrisia é o nome do jogo.

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Defender a criminalização do aborto é fechar os olhos para o fato de que quase um milhão de abortos são realizados anualmente no Brasil, com cerca de 200 mil internações decorrentes de procedimentos mal feitos; é ignorar as estatísticas mundiais que mostram que o número de abortos se mantém estável quando a legislação muda a favor da mulher; é contribuir para a desigualdade social, porque mulheres ricas continuarão fazendo aborto sempre que necessário.

Mas defender a criminalização do aborto é, acima de tudo, um ato de inacreditável soberba, que põe todos os "juízes" acima da mulher que optou por interromper a gravidez. Ora, fazer aborto não é uma decisão fácil ou leviana; nenhuma mulher faz aborto por esporte. Qualquer uma que chega a essa decisão já pensou muito, e já pesou, dentro da sua capacidade, os prós e contras da questão — mas os senhores e senhoras que a condenam acham que conhecem melhor as suas condições e os seus sentimentos do que ela mesma, e se acreditam no direito de castigá-la.

Quem pede a legalização do aborto não pede a ninguém que aborte ou seja "a favor do aborto"; pede apenas que seja dado às mulheres o direito de decidirem o seu futuro por si mesmas, sem correr riscos de saúde desnecessários, e sem que estado ou igreja se metam onde não são chamados.

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Este assunto me tira do sério muito mais do que qualquer outro (ou, vá lá, quase qualquer outro) porque nele vejo, além da hipocrisia, muita maldade, falta de compaixão e todo o tipo de chicana moral e religiosa para continuar mantendo as mulheres na posição de submissão em que foram mantidas ao longo dos séculos.

A verdade é simples: a criminalização do aborto é um crime contra a mulher.

Cora Rónai

(O Globo, Segundo Caderno, 4.2.2016)

via psdb mulher