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Erik Satie – Once Upon A Time In Paris

 

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Resultado de imagem para Erik SatieÉric Alfred Leslie Satie, assinando como Erik Satie a partir de 1884, foi um compositor e pianista francês. Relevante no cenário de vanguarda parisiense do começo do século XX, foi o precursor de movimentos artísticos como minimalismo, música repetitiva e teatro do absurdo.
17 de maio de 1866,Honfleur, França – 1 de julho de 1925, Arcuel, França

 

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A moça tecelã – Conto de Marina Colassanti

 

“Acordava ainda no escuro, como se ouvisse o sol chegando atrás das beiradas da noite. E logo sentava-se ao tear.

Linha clara, para começar o dia. Delicado traço cor da luz, que ela ia passando entre os fios estendidos, enquanto lá fora a claridade da manhã desenhava o horizonte.

Depois lãs mais vivas, quentes lãs iam tecendo hora a hora, em longo tapete que nunca acabava.

Se era forte demais o sol, e no jardim pendiam as pétalas, a moça colocava na lançadeira grossos fios cinzentos do algodão mais felpudo. Em breve, na penumbra trazida pelas nuvens, escolhia um fio de prata, que em pontos longos rebordava sobre o tecido. Leve, a chuva vinha cumprimentá-la à janela.

Mas se durante muitos dias o vento e o frio brigavam com as folhas e espantavam os pássaros, bastava a moça tecer com seus belos fios dourados, para que o sol voltasse a acalmar a natureza.

Assim, jogando a lançadeira de um lado para outro e batendo os grandes pentes do tear para frente e para trás, a moça passava os seus dias.

Nada lhe faltava. Na hora da fome tecia um lindo peixe, com cuidado de escamas. E eis que o peixe estava na mesa, pronto para ser comido. Se sede vinha, suave era a lã cor de leite que entremeava o tapete. E à noite, depois de lançar seu fio de escuridão, dormia tranquila.

Tecer era tudo o que fazia. Tecer era tudo o que queria fazer.

Mas tecendo e tecendo, ela própria trouxe o tempo em que se sentiu sozinha, e pela primeira vez pensou em como seria bom ter um marido ao lado.

Não esperou o dia seguinte. Com capricho de quem tenta uma coisa nunca conhecida, começou a entremear no tapete as lãs e as cores que lhe dariam companhia. E aos poucos seu desejo foi aparecendo, chapéu emplumado, rosto barbado, corpo aprumado, sapato engraxado. Estava justamente acabando de entremear o último fio da ponto dos sapatos, quando bateram à porta.

Nem precisou abrir. O moço meteu a mão na maçaneta, tirou o chapéu de pluma, e foi entrando em sua vida.

Aquela noite, deitada no ombro dele, a moça pensou nos lindos filhos que teceria para aumentar ainda mais a sua felicidade.

E feliz foi, durante algum tempo. Mas se o homem tinha pensado em filhos, logo os esqueceu. Porque tinha descoberto o poder do tear, em nada mais pensou a não ser nas coisas todas que ele poderia lhe dar.

— Uma casa melhor é necessária — disse para a mulher. E parecia justo, agora que eram dois. Exigiu que escolhesse as mais belas lãs cor de tijolo, fios verdes para os batentes, e pressa para a casa acontecer.

Mas pronta a casa, já não lhe pareceu suficiente.

— Para que ter casa, se podemos ter palácio? — perguntou. Sem querer resposta imediatamente ordenou que fosse de pedra com arremates em prata.

Dias e dias, semanas e meses trabalhou a moça tecendo tetos e portas, e pátios e escadas, e salas e poços. A neve caía lá fora, e ela não tinha tempo para chamar o sol. A noite chegava, e ela não tinha tempo para arrematar o dia. Tecia e entristecia, enquanto sem parar batiam os pentes acompanhando o ritmo da lançadeira.

Afinal o palácio ficou pronto. E entre tantos cômodos, o marido escolheu para ela e seu tear o mais alto quarto da mais alta torre.

— É para que ninguém saiba do tapete — ele disse. E antes de trancar a porta à chave, advertiu: — Faltam as estrebarias. E não se esqueça dos cavalos!

Sem descanso tecia a mulher os caprichos do marido, enchendo o palácio de luxos, os cofres de moedas, as salas de criados. Tecer era tudo o que fazia. Tecer era tudo o que queria fazer.

E tecendo, ela própria trouxe o tempo em que sua tristeza lhe pareceu maior que o palácio com todos os seus tesouros. E pela primeira vez pensou em como seria bom estar sozinha de novo.

Só esperou anoitecer. Levantou-se enquanto o marido dormia sonhando com novas exigências. E descalça, para não fazer barulho, subiu a longa escada da torre, sentou-se ao tear.

Desta vez não precisou escolher linha nenhuma. Segurou a lançadeira ao contrário, e jogando-a veloz de um lado para o outro, começou a desfazer seu tecido. Desteceu os cavalos, as carruagens, as estrebarias, os jardins. Depois desteceu os criados e o palácio e todas as maravilhas que continha. E novamente se viu na sua casa pequena e sorriu para o jardim além da janela.

A noite acabava quando o marido estranhando a cama dura, acordou, e, espantado, olhou em volta. Não teve tempo de se levantar. Ela já desfazia o desenho escuro dos sapatos, e ele viu seus pés desaparecendo, sumindo as pernas. Rápido, o nada subiu-lhe pelo corpo, tomou o peito aprumado, o emplumado chapéu.

Então, como se ouvisse a chegada do sol, a moça escolheu uma linha clara. E foi passando-a devagar entre os fios, delicado traço de luz, que a manhã repetiu na linha do horizonte.”

 

Marina Colassanti

Marina Colasanti é uma escritora, jornalista e tradutora ítalo-brasileira nascida na então colônia italiana da Eritreia. Viveu sua infância na Líbia e então voltou à Itália onde viveu onze anos. Emigram para o Brasil em 1948, em razão da difícil situação vivida na Europa após a Segunda Guerra Mundial.

 

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Claude Monet e sua esposa na Piazza San Marco, Itália – 1908

 

Claude Monet e sua esposa na Piazza San Marco em Veneza! Curioso o pombo andando com ele no chapéu
image from https://www.facebook.com/OldPhotoArchive

 

Claude Monet e sua esposa na Piazza San Marco (Veneza, Itália) em 1908.! Curioso o pombo pousado em seu chapéu!

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A Autoped foi a primeira scooter do mundo

Image from The Hugger

 

Lady Florence Norman, uma sufragista, em sua motoneta em 1916, viajando para trabalhar em escritórios em Londres, onde era supervisora. A scooter foi um presente de aniversário do marido, o jornalista e político liberal Sir Henry Norman.

Segundo a Oldbike, a Autoped foi a primeira scooter do mundo.

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via http://www.treehugger.com/

 

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Amor: tudo ou nada

Image from http://anshamforme.com/

 

Desculpa, mas não entendo. Eu quero tudo e mais ainda.

Amor tem que encher o coração, a casa, a alma. Pouco ou metades nunca me completaram.

Clarice Lispector

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Casa Batllo – Antoni Gaudí i Cornet

 

A Casa Batlló, obra de Antoni Gaudí, celebrou em 2012, 10 anos de visitas culturais e compartilhou com toda a cidade de Barcelona um surpreendente e vibrante show audiovisual que revelou todas as simbologias e interpretações que inspiraram o grande arquiteto ao ” tempo para criar uma fachada tão excepcional.

É um vídeo sublime e oniticamente subliminar. Não poderia ser diferente da cultura catalã. Este vídeo não diminui a obra de arte que representa a Casa Batlló, Parabéns e muito obrigado por nos dar este caminho, este espaço.

 

Um sonho de mais de 1.300 rosas se tornou realidade. 23 de abril de 2016, o dia em que Sant Jordi viajou pelo mundo. Obrigado por fazer parte disso!

 

A Casa Batlló, obra de Antoni Gaudí, celebrou em 2012, 10 anos de visitas culturais e compartilhou com toda a cidade de Barcelona um surpreendente e vibrante show audiovisual que revelou todas as simbologias e interpretações que inspiraram o grande arquiteto ao ” tempo para criar uma fachada tão excepcional.

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Antoni Gaudí i Cornet (1852/1926) foi um arquiteto catalão e figura de ponta do Modernismo catalão. As obras de Gaudi revelam um estilo único e individual e estão na sua maioria concentradas na cidade de Barcelona. Grande parte da obra de Gaudí é marcada pelas suas grandes paixões na vida: arquitetura, natureza e religião. Gaudí prestava atenção aos mais ínfimos detalhes de cada uma das suas obras, incorporando nelas uma série de ofícios que dominava: cerâmica, vitral, ferro forjado e marcenaria. Introduziu novas técnicas no tratamento de materiais, como o trencadís, realizado com base em fragmentos cerâmicos. Depois de vários anos sob influência do neogótico e de técnicas orientais, Gaudí tornou-se parte do movimento modernista catalão, que atingiu o seu apogeu durante o final do século XIX e início do século XX. O conjunto da sua obra transcende o próprio movimento, culminando num estilo orgânico único inspirado na natureza.

Gaudí raramente desenhava projetos detalhados, preferindo a criação de maquetes e moldar os detalhes à medida que os concebia. A obra de Gaudi é amplamente reconhecida internacionalmente e objeto de inúmeros estudos, sendo apreciada não só por arquitetos como pelo público em geral. A sua obra-prima, a inacabada Sagrada Família, é um dos monumentos mais visitados de Espanha. Entre 1984 e 2005, sete das suas obras foram classificadas Patrimônio Mundial pela UNESCO. A devoção católica de Gaudí intensificou-se ao longo da sua vida e a sua obra é rica em imaginária religiosa, o que levou a que fosse proposta a sua beatificação.

Via Biografias e Curiosidades

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Quem foi Lady Godiva? EVAN ANDREWS

 

 

Estátua de Lady Godiva por John Thomas. (1813 – 1862), Maidstone Museum, Inglaterra –   Image from from Pinterest

 

Você pode associar o nome “Godiva” a uma marca de chocolates belgas, mas foi popularizado como parte de uma lenda inglesa de 900 anos de idade. A original Lady Godiva era uma nobre do século XI casada com Leofric, o poderoso conde de Mércia e senhor de Coventry. Segundo a história, Godiva estava perturbada pelos impostos incapacitantes que Leofric cobrara dos cidadãos de Coventry. Depois de repetidamente pedir-lhe que diminuísse o fardo, Leofric brincou que só diminuiria os impostos se ela andasse nua a cavalo pelo centro da cidade. Determinada a ajudar o público, Godiva tirou as roupas, subiu em seu cavalo e galopou pela praça do mercado com apenas seus longos cabelos soltos para se cobrir. Antes de sair, ela ordenou às pessoas de Coventry que permanecessem dentro de suas casas e não espiassem, mas um homem, chamado Tom, não resistiu em abrir a janela para dar uma olhada. Ao fazer isso, esse “Peeping Tom” ficou cego. Depois de terminar seu passeio nu, Godiva confrontou seu marido e exigiu que ele segurasse sua parte no trato. Fiel à sua palavra, Leofric reduziu as dívidas das pessoas.

Enquanto a maioria dos historiadores a considera um mito, Lady Godiva – ou “Godgifu” como algumas fontes a chamam – era de fato uma pessoa real do século XI. A Godiva histórica era conhecida por sua generosidade para com a igreja e, junto com Leofric, ajudou a fundar um mosteiro beneditino em Coventry. Relatos contemporâneos de sua vida notam que Godgifu era uma das poucas proprietárias de terras na Inglaterra nos anos 1000, mas elas não mencionam um passeio a cavalo livre de roupas. Essa história parece ter surgido pela primeira vez cerca de 100 anos depois de sua morte em um livro do monge inglês Roger de Wendover, conhecido por estender a verdade em seus escritos. A lenda de “Peeping Tom”, entretanto, não se tornou parte da história até o século 16. O mito Godiva foi posteriormente popularizado em canções e em versos pelos gostos de Alfred, Lord Tennyson, que escreveu um famoso poema chamado “Godiva” em 1840.

via HISTORY

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