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Insegnerò a mia figlia ad essere se stessa

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Insegnerò a mia figlia ad essere se stessa.

A ricordarle di sorridere anche quando non è facile.
Le insegnerò che l’amore non è come lo raccontano le favole, ma la spronerò a conoscerlo. A viverlo.
Le dirò che il tempo non cancella niente, ma che aiuta a stare meglio.
A ritrovarsi. Le insegnerò ad amare se stessa e poi gli altri.
A non accontentarsi di chiunque. Le insegnerò ad asciugarsi le lacrime dopo ogni pianto.
Le insegnerò che non sono sempre gli altri a deludere, a volte sarà anche lei a farlo.
Le insegnerò a vivere di pancia e secondo le sue emozioni.
Le insegnerò che spesso, il bene non riceve altrettanto bene.
Ma non le dirò di smettere di donarlo. Le insegnerò a camminare a piedi nudi sull’erba bagnata, a sentirsi libera ma padrona del suo cammino.
Le insegnerò ad entrare in punta di piedi nelle vite altrui.
Le insegnerò ad andare avanti anche con il mondo contro.
Le insegnerò che non sempre è tutto come sembra, ma che ogni cosa va vissuta prima di giudicarla, affinché possa riconoscere il bene ed il male.
Ci sono cose che mi auguro viva, ed altre che si limiti a conoscerle.
Le insegnerò a credere che, se qualcosa la vuole davvero, questa è facile che si avveri.
Le insegnerò a non arrendersi, a prendersi in braccio e portarsi in salvo perché, ahimè, spesso sarà da sola a doverlo fare.
Le insegnerò in fine, che le cicatrici hanno una storia e che ad ogni modo saranno una vittoria.

Mariarca Cacace 

 

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A moça tecelã – Conto de Marina Colassanti

 

“Acordava ainda no escuro, como se ouvisse o sol chegando atrás das beiradas da noite. E logo sentava-se ao tear.

Linha clara, para começar o dia. Delicado traço cor da luz, que ela ia passando entre os fios estendidos, enquanto lá fora a claridade da manhã desenhava o horizonte.

Depois lãs mais vivas, quentes lãs iam tecendo hora a hora, em longo tapete que nunca acabava.

Se era forte demais o sol, e no jardim pendiam as pétalas, a moça colocava na lançadeira grossos fios cinzentos do algodão mais felpudo. Em breve, na penumbra trazida pelas nuvens, escolhia um fio de prata, que em pontos longos rebordava sobre o tecido. Leve, a chuva vinha cumprimentá-la à janela.

Mas se durante muitos dias o vento e o frio brigavam com as folhas e espantavam os pássaros, bastava a moça tecer com seus belos fios dourados, para que o sol voltasse a acalmar a natureza.

Assim, jogando a lançadeira de um lado para outro e batendo os grandes pentes do tear para frente e para trás, a moça passava os seus dias.

Nada lhe faltava. Na hora da fome tecia um lindo peixe, com cuidado de escamas. E eis que o peixe estava na mesa, pronto para ser comido. Se sede vinha, suave era a lã cor de leite que entremeava o tapete. E à noite, depois de lançar seu fio de escuridão, dormia tranquila.

Tecer era tudo o que fazia. Tecer era tudo o que queria fazer.

Mas tecendo e tecendo, ela própria trouxe o tempo em que se sentiu sozinha, e pela primeira vez pensou em como seria bom ter um marido ao lado.

Não esperou o dia seguinte. Com capricho de quem tenta uma coisa nunca conhecida, começou a entremear no tapete as lãs e as cores que lhe dariam companhia. E aos poucos seu desejo foi aparecendo, chapéu emplumado, rosto barbado, corpo aprumado, sapato engraxado. Estava justamente acabando de entremear o último fio da ponto dos sapatos, quando bateram à porta.

Nem precisou abrir. O moço meteu a mão na maçaneta, tirou o chapéu de pluma, e foi entrando em sua vida.

Aquela noite, deitada no ombro dele, a moça pensou nos lindos filhos que teceria para aumentar ainda mais a sua felicidade.

E feliz foi, durante algum tempo. Mas se o homem tinha pensado em filhos, logo os esqueceu. Porque tinha descoberto o poder do tear, em nada mais pensou a não ser nas coisas todas que ele poderia lhe dar.

— Uma casa melhor é necessária — disse para a mulher. E parecia justo, agora que eram dois. Exigiu que escolhesse as mais belas lãs cor de tijolo, fios verdes para os batentes, e pressa para a casa acontecer.

Mas pronta a casa, já não lhe pareceu suficiente.

— Para que ter casa, se podemos ter palácio? — perguntou. Sem querer resposta imediatamente ordenou que fosse de pedra com arremates em prata.

Dias e dias, semanas e meses trabalhou a moça tecendo tetos e portas, e pátios e escadas, e salas e poços. A neve caía lá fora, e ela não tinha tempo para chamar o sol. A noite chegava, e ela não tinha tempo para arrematar o dia. Tecia e entristecia, enquanto sem parar batiam os pentes acompanhando o ritmo da lançadeira.

Afinal o palácio ficou pronto. E entre tantos cômodos, o marido escolheu para ela e seu tear o mais alto quarto da mais alta torre.

— É para que ninguém saiba do tapete — ele disse. E antes de trancar a porta à chave, advertiu: — Faltam as estrebarias. E não se esqueça dos cavalos!

Sem descanso tecia a mulher os caprichos do marido, enchendo o palácio de luxos, os cofres de moedas, as salas de criados. Tecer era tudo o que fazia. Tecer era tudo o que queria fazer.

E tecendo, ela própria trouxe o tempo em que sua tristeza lhe pareceu maior que o palácio com todos os seus tesouros. E pela primeira vez pensou em como seria bom estar sozinha de novo.

Só esperou anoitecer. Levantou-se enquanto o marido dormia sonhando com novas exigências. E descalça, para não fazer barulho, subiu a longa escada da torre, sentou-se ao tear.

Desta vez não precisou escolher linha nenhuma. Segurou a lançadeira ao contrário, e jogando-a veloz de um lado para o outro, começou a desfazer seu tecido. Desteceu os cavalos, as carruagens, as estrebarias, os jardins. Depois desteceu os criados e o palácio e todas as maravilhas que continha. E novamente se viu na sua casa pequena e sorriu para o jardim além da janela.

A noite acabava quando o marido estranhando a cama dura, acordou, e, espantado, olhou em volta. Não teve tempo de se levantar. Ela já desfazia o desenho escuro dos sapatos, e ele viu seus pés desaparecendo, sumindo as pernas. Rápido, o nada subiu-lhe pelo corpo, tomou o peito aprumado, o emplumado chapéu.

Então, como se ouvisse a chegada do sol, a moça escolheu uma linha clara. E foi passando-a devagar entre os fios, delicado traço de luz, que a manhã repetiu na linha do horizonte.”

 

Marina Colassanti

Marina Colasanti é uma escritora, jornalista e tradutora ítalo-brasileira nascida na então colônia italiana da Eritreia. Viveu sua infância na Líbia e então voltou à Itália onde viveu onze anos. Emigram para o Brasil em 1948, em razão da difícil situação vivida na Europa após a Segunda Guerra Mundial.

 

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Amor: tudo ou nada

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Desculpa, mas não entendo. Eu quero tudo e mais ainda.

Amor tem que encher o coração, a casa, a alma. Pouco ou metades nunca me completaram.

Clarice Lispector

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Recado ao Zé Mané

Mensagem de Harley Wanzeller

“Recado ao Zé Mané”. Dirigido aos “isentões politicamente corretos” de nosso Brasil….”

by Harley Wanzeller

 

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Quem foi Lady Godiva? EVAN ANDREWS

 

 

Estátua de Lady Godiva por John Thomas. (1813 – 1862), Maidstone Museum, Inglaterra –   Image from from Pinterest

 

Você pode associar o nome “Godiva” a uma marca de chocolates belgas, mas foi popularizado como parte de uma lenda inglesa de 900 anos de idade. A original Lady Godiva era uma nobre do século XI casada com Leofric, o poderoso conde de Mércia e senhor de Coventry. Segundo a história, Godiva estava perturbada pelos impostos incapacitantes que Leofric cobrara dos cidadãos de Coventry. Depois de repetidamente pedir-lhe que diminuísse o fardo, Leofric brincou que só diminuiria os impostos se ela andasse nua a cavalo pelo centro da cidade. Determinada a ajudar o público, Godiva tirou as roupas, subiu em seu cavalo e galopou pela praça do mercado com apenas seus longos cabelos soltos para se cobrir. Antes de sair, ela ordenou às pessoas de Coventry que permanecessem dentro de suas casas e não espiassem, mas um homem, chamado Tom, não resistiu em abrir a janela para dar uma olhada. Ao fazer isso, esse “Peeping Tom” ficou cego. Depois de terminar seu passeio nu, Godiva confrontou seu marido e exigiu que ele segurasse sua parte no trato. Fiel à sua palavra, Leofric reduziu as dívidas das pessoas.

Enquanto a maioria dos historiadores a considera um mito, Lady Godiva – ou “Godgifu” como algumas fontes a chamam – era de fato uma pessoa real do século XI. A Godiva histórica era conhecida por sua generosidade para com a igreja e, junto com Leofric, ajudou a fundar um mosteiro beneditino em Coventry. Relatos contemporâneos de sua vida notam que Godgifu era uma das poucas proprietárias de terras na Inglaterra nos anos 1000, mas elas não mencionam um passeio a cavalo livre de roupas. Essa história parece ter surgido pela primeira vez cerca de 100 anos depois de sua morte em um livro do monge inglês Roger de Wendover, conhecido por estender a verdade em seus escritos. A lenda de “Peeping Tom”, entretanto, não se tornou parte da história até o século 16. O mito Godiva foi posteriormente popularizado em canções e em versos pelos gostos de Alfred, Lord Tennyson, que escreveu um famoso poema chamado “Godiva” em 1840.

via HISTORY

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Tu mereces un amor

 

 

 

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“Mereces un amor que te quiera despeinada,
incluso con las razones que te levantan de prisa
y con todo y los demonios que no te dejan dormir.
Mereces un amor que te haga sentir segura,
que pueda comerse al mundo si camina de tu mano,
que sienta que tus abrazos van perfectos con su piel.
Mereces un amor que quiera bailar contigo,
que visite el paraíso cada vez que ve tus ojos
y que no se aburra nunca de leer tus expresiones.
Mereces un amor que te escuche cuando cantas,
que te apoye en tus ridículos,
que respete que eres libre,
que te acompañe en tu vuelo,
que no le asuste caer.
Mereces un amor que se lleve las mentiras,
que te traiga la ilusión,
el café
y la poesía.

Frida Kahlo

 

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Quote by Jac Vanek

image from https://betterthansurviving.me/

 

You are the books you read, the films you watch, the music you listen to, the people you meet, the dreams you have, and the conversations you engage in.
You are what you take from these.

You are the sound of the ocean, breath of the fresh air, the brightest light and the darkest corner.
You are a collective of every experience you have had in your life. You are every single second of every day.

So drown yourself in a sea of knowledge and existence.
Let the words run through your veins and the colours fill your mind until there is nothing left to do but explode.

~ Jac Vanek

(Você é os livros que você lê, os filmes que você assiste, a música que você escuta, as pessoas que se você encontra, os sonhos e as conversas que você tem.
Você é o que pode tirar de tudo isso.
Você é o som do oceano, o respirar de um ar fresco, a luz mais brilhante e o canto mais escuro.
Você é um coletivo de cada experiência que você tem tido na sua vida. Você é cada segundo de cada dia…
Então mergulhe em um mar de conhecimento e existência.
Deixe que as palavras corram em suas veias e as cores preencham sua mente até que não haja mais nada a fazer, senão explodir…)

~ Jac Vanek

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