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A língua alemã é relativamente fácil…Wir Sprechen Deutsch

Aprender alemão é fácil

 

É FÁCIL APRENDER ALEMÃO

A língua alemã é relativamente fácil. Todos aqueles que conhecem as línguas derivadas do latim e estão habituados a conjugar alguns verbos podem aprendê-la rapidamente. Isso dizem os professores de alemão logo na primeira lição.
Para ilustrar como é simples, vamos estudar um exemplo

Primeiro, pegamos um livro em alemão, neste caso um magnífico volume, com capa dura, publicado em Dortmund, e que trata dos usos e costumes dos índios australianos Hotentotes (em alemão, “Hottentotten”).

Conta o livro que os cangurús (Beutelratten) são capturados e colocados em jaulas (Kotter) cobertas com uma tela (Lattengitter) para protegê-los das intempéries. Essas jaulas, em alemão, chamam-se jaulas cobertas com tela (Lattengitterkotter) e, quando possuem em seu interior um canguru, chamamos ao conjunto de jaula coberta de tela com canguru (Lattengitterkotterbeutelratten).

Um dia, os hotentotes prenderam um assassino (Attentäter), acusado de haver matado uma mãe hotentote (Hottentottelmutter) de um garoto surdo e mudo (Stottertrottel). Essa mulher, em alemão, chama-se:(Hottentottenstottertrottelmutter) e, a seu assassino, facilmente chamamos de (Hottentottenstottertrottelmutterattentäter).

No livro, os índios o capturaram e, sem ter onde colocá-lo, puseram-no numa jaula de canguru (Beutelrattenlattengitterkotter). Mas, incidentalmente, o preso escapou. Após iniciarem a busca, rapidamente veio um guerreiro hotentote gritando:

– Capturamos o assassino (Attentäter)!

– Qual?? – perguntou o chefe.

– O Lattengitterkotterbeutelratterattentäter – respondeu o guerreiro.

– Como? O assassino que estava na jaula de cangurus coberta de tela? – disse o chefe dos hotentotes.

– Sim – responde a duras penas o indígena – o Hottentottenstottertrottelmutteratentäter (assassino da mãe do garoto surdo e mudo).

– Ah – diz o chefe – você poderia ter dito desde o início que havia capturado o Hottentotterstottertrottelmutterlattengitterkotterbeutelrattenattentäter!

Assim, através desse exemplo, podemos ver que o alemão é “facílimo” e simplifica muito as coisas…

 

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Turista fica pendurado em asa-delta apenas pelas mãos em voo na Suíça (Swiss Mishap)

O turista norte-americano Chris Gursky conseguiu mais do que esperava em sua primeira viagem de asa-delta enquanto estava de férias na Suíça.

Gursky, um gerente de autopeças da Flórida, estava em seu primeiro dia de viagem à Europa com sua esposa quando sua experiência de voo deu errado.

 

“Minha primeira vez em que o Vôo Deslizante se transformou em uma experiência de quase morte, já que meu arnês de segurança nunca foi enganchado ao Planador. Por 2 min. 14 segundos eu tive que aguentar a minha vida! O pouso foi duro, mas eu vivi para contar a história.”

Em imagens compartilhadas por Gursky no YouTube, ele e um piloto podem ser vistos na beira de uma montanha, onde correm e pulam no ar; no entanto, imediatamente se torna aparente que Gursky não está ligado ao planador.

via BusinessInsider

 

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Happiness – Curta de Steve Cutts

 

‘A pressão para a felicidade ou para “ser feliz” pode ser esmagadora na sociedade atual de mídia social. No entanto, nossa busca para experimentar essa emoção a cada momento tem uma consequência não intencional, fazendo-nos sentir pior do que melhor. Como seres humanos, somos dotados de uma ampla gama de emoções, que nos servem de maneiras diferentes e funcionam como guias fantásticos para quais áreas de nossas vidas precisam de mais atenção. Podemos não conhecer plenamente nosso verdadeiro propósito de estar aqui neste planeta, mas é provável que nossa alma tenha entrado na Terra na esperança de aprender mais sobre nós mesmos e melhorar nossas conexões com outras pessoas. A experiência humana é perfeita para isso e, embora possa parecer difícil às vezes, somos dotados diariamente com muitas oportunidades para promover nosso crescimento.

Dentro da experiência humana, somos testados, especialmente nesta era de engano, em que as imagens estão sendo empurradas em nossos rostos de emoções que desejamos sentir; amor, paixão, aceitação e felicidade, para citar alguns. No centro de nossa existência está uma simples expressão de quem somos, que é Amor, e muitos acreditam que isso se traduz em felicidade e felicidade sem fim. As corporações reconhecem esse desejo e o usam para sua vantagem de marketing. Se nos disserem que podemos nos sentir bem, pelo menos por um dia, é provável que (literalmente) aceitemos esse sonho porque nos esquecemos de que nossas emoções diárias, tanto boas quanto ruins, são necessárias para nosso crescimento pessoal.

É provável que você esteja familiarizado com os trabalhos de Steve Cutts, um ilustrador de Londres que descreve adequadamente nossas queixas diárias e muitas verdades chocantes da sociedade que absurdamente aceitamos como normais. Em seu mais recente curta-metragem de animação, intitulado “Felicidade”, Steve usa ratos para simbolizar a corrida de ratos que todos nós conhecemos.

Em breve, você verá outras semelhanças surpreendentes: uma sociedade claramente deprimida e superlotada cercada por anúncios que garantem a felicidade por meio de colônias, roupas, filmes e drogas. Você pode observar isso e reconhecer esses comportamentos nos outros, mas considere se também foi vítima deles. “Sentindo pra baixo? Nada que um copo de vinho tinto não conserte. ”Quando buscamos a felicidade em coisas externas, logo temos um problema real que nada material ou externo pode consertar. Veja, tudo o que é oferecido para nós é “soluções rápidas” para problemas que estão se deteriorando há anos. Steve retrata com precisão nossa necessidade de nos sentirmos felizes e mostra que faremos e compraremos praticamente qualquer coisa para garantir que sentimos essa emoção o tempo todo – uma luta fútil que nos deixa esgotados e infelizes.

A felicidade pode ser alcançada todos os dias, e não há necessidade de gastar dinheiro tentando senti-lo. Passe tempo com a família e os amigos, leia um bom livro, tente algo novo, medite, revista – tudo isso traz felicidade verdadeira e pode ajudá-lo a descobrir por que você procura escapar de seus outros sentimentos por meio de bens materiais.’

via CE – Collective Evolution

 

Resultado de imagem para steve cuttsSteve Cutts é um ilustrador e animador inglês que, embora já tenha trabalhado para grandes empresas como Coca-Cola, Sony, Toyota, Reebok, e PlayStation, é reconhecido por algumas das animações de curta duração que produziu, algumas delas criticando as grandes empresas. Wikipédia

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Guimarães Rosa – Grande Sertão Veredas (Diadorim)

Maria Bethânia | Grande Sertão Veredas (Diadorim)

“Amor é a gente querendo achar o que é da gente.”

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Trechos do livro ‘Grande Sertão Veredas‘, de Guimarães Rosa
da leitura “Bethânia e as palavras”. Extraído do DVD ”Caderno de Poesias’.

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Insegnerò a mia figlia ad essere se stessa

image from Pinterest

 

Insegnerò a mia figlia ad essere se stessa.

A ricordarle di sorridere anche quando non è facile.
Le insegnerò che l’amore non è come lo raccontano le favole, ma la spronerò a conoscerlo. A viverlo.
Le dirò che il tempo non cancella niente, ma che aiuta a stare meglio.
A ritrovarsi. Le insegnerò ad amare se stessa e poi gli altri.
A non accontentarsi di chiunque. Le insegnerò ad asciugarsi le lacrime dopo ogni pianto.
Le insegnerò che non sono sempre gli altri a deludere, a volte sarà anche lei a farlo.
Le insegnerò a vivere di pancia e secondo le sue emozioni.
Le insegnerò che spesso, il bene non riceve altrettanto bene.
Ma non le dirò di smettere di donarlo. Le insegnerò a camminare a piedi nudi sull’erba bagnata, a sentirsi libera ma padrona del suo cammino.
Le insegnerò ad entrare in punta di piedi nelle vite altrui.
Le insegnerò ad andare avanti anche con il mondo contro.
Le insegnerò che non sempre è tutto come sembra, ma che ogni cosa va vissuta prima di giudicarla, affinché possa riconoscere il bene ed il male.
Ci sono cose che mi auguro viva, ed altre che si limiti a conoscerle.
Le insegnerò a credere che, se qualcosa la vuole davvero, questa è facile che si avveri.
Le insegnerò a non arrendersi, a prendersi in braccio e portarsi in salvo perché, ahimè, spesso sarà da sola a doverlo fare.
Le insegnerò in fine, che le cicatrici hanno una storia e che ad ogni modo saranno una vittoria.

Mariarca Cacace 

 

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Erik Satie – Once Upon A Time In Paris

 

………

Resultado de imagem para Erik SatieÉric Alfred Leslie Satie, assinando como Erik Satie a partir de 1884, foi um compositor e pianista francês. Relevante no cenário de vanguarda parisiense do começo do século XX, foi o precursor de movimentos artísticos como minimalismo, música repetitiva e teatro do absurdo.
17 de maio de 1866,Honfleur, França – 1 de julho de 1925, Arcuel, França

 

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A moça tecelã – Conto de Marina Colassanti

 

“Acordava ainda no escuro, como se ouvisse o sol chegando atrás das beiradas da noite. E logo sentava-se ao tear.

Linha clara, para começar o dia. Delicado traço cor da luz, que ela ia passando entre os fios estendidos, enquanto lá fora a claridade da manhã desenhava o horizonte.

Depois lãs mais vivas, quentes lãs iam tecendo hora a hora, em longo tapete que nunca acabava.

Se era forte demais o sol, e no jardim pendiam as pétalas, a moça colocava na lançadeira grossos fios cinzentos do algodão mais felpudo. Em breve, na penumbra trazida pelas nuvens, escolhia um fio de prata, que em pontos longos rebordava sobre o tecido. Leve, a chuva vinha cumprimentá-la à janela.

Mas se durante muitos dias o vento e o frio brigavam com as folhas e espantavam os pássaros, bastava a moça tecer com seus belos fios dourados, para que o sol voltasse a acalmar a natureza.

Assim, jogando a lançadeira de um lado para outro e batendo os grandes pentes do tear para frente e para trás, a moça passava os seus dias.

Nada lhe faltava. Na hora da fome tecia um lindo peixe, com cuidado de escamas. E eis que o peixe estava na mesa, pronto para ser comido. Se sede vinha, suave era a lã cor de leite que entremeava o tapete. E à noite, depois de lançar seu fio de escuridão, dormia tranquila.

Tecer era tudo o que fazia. Tecer era tudo o que queria fazer.

Mas tecendo e tecendo, ela própria trouxe o tempo em que se sentiu sozinha, e pela primeira vez pensou em como seria bom ter um marido ao lado.

Não esperou o dia seguinte. Com capricho de quem tenta uma coisa nunca conhecida, começou a entremear no tapete as lãs e as cores que lhe dariam companhia. E aos poucos seu desejo foi aparecendo, chapéu emplumado, rosto barbado, corpo aprumado, sapato engraxado. Estava justamente acabando de entremear o último fio da ponto dos sapatos, quando bateram à porta.

Nem precisou abrir. O moço meteu a mão na maçaneta, tirou o chapéu de pluma, e foi entrando em sua vida.

Aquela noite, deitada no ombro dele, a moça pensou nos lindos filhos que teceria para aumentar ainda mais a sua felicidade.

E feliz foi, durante algum tempo. Mas se o homem tinha pensado em filhos, logo os esqueceu. Porque tinha descoberto o poder do tear, em nada mais pensou a não ser nas coisas todas que ele poderia lhe dar.

— Uma casa melhor é necessária — disse para a mulher. E parecia justo, agora que eram dois. Exigiu que escolhesse as mais belas lãs cor de tijolo, fios verdes para os batentes, e pressa para a casa acontecer.

Mas pronta a casa, já não lhe pareceu suficiente.

— Para que ter casa, se podemos ter palácio? — perguntou. Sem querer resposta imediatamente ordenou que fosse de pedra com arremates em prata.

Dias e dias, semanas e meses trabalhou a moça tecendo tetos e portas, e pátios e escadas, e salas e poços. A neve caía lá fora, e ela não tinha tempo para chamar o sol. A noite chegava, e ela não tinha tempo para arrematar o dia. Tecia e entristecia, enquanto sem parar batiam os pentes acompanhando o ritmo da lançadeira.

Afinal o palácio ficou pronto. E entre tantos cômodos, o marido escolheu para ela e seu tear o mais alto quarto da mais alta torre.

— É para que ninguém saiba do tapete — ele disse. E antes de trancar a porta à chave, advertiu: — Faltam as estrebarias. E não se esqueça dos cavalos!

Sem descanso tecia a mulher os caprichos do marido, enchendo o palácio de luxos, os cofres de moedas, as salas de criados. Tecer era tudo o que fazia. Tecer era tudo o que queria fazer.

E tecendo, ela própria trouxe o tempo em que sua tristeza lhe pareceu maior que o palácio com todos os seus tesouros. E pela primeira vez pensou em como seria bom estar sozinha de novo.

Só esperou anoitecer. Levantou-se enquanto o marido dormia sonhando com novas exigências. E descalça, para não fazer barulho, subiu a longa escada da torre, sentou-se ao tear.

Desta vez não precisou escolher linha nenhuma. Segurou a lançadeira ao contrário, e jogando-a veloz de um lado para o outro, começou a desfazer seu tecido. Desteceu os cavalos, as carruagens, as estrebarias, os jardins. Depois desteceu os criados e o palácio e todas as maravilhas que continha. E novamente se viu na sua casa pequena e sorriu para o jardim além da janela.

A noite acabava quando o marido estranhando a cama dura, acordou, e, espantado, olhou em volta. Não teve tempo de se levantar. Ela já desfazia o desenho escuro dos sapatos, e ele viu seus pés desaparecendo, sumindo as pernas. Rápido, o nada subiu-lhe pelo corpo, tomou o peito aprumado, o emplumado chapéu.

Então, como se ouvisse a chegada do sol, a moça escolheu uma linha clara. E foi passando-a devagar entre os fios, delicado traço de luz, que a manhã repetiu na linha do horizonte.”

 

Marina Colassanti

Marina Colasanti é uma escritora, jornalista e tradutora ítalo-brasileira nascida na então colônia italiana da Eritreia. Viveu sua infância na Líbia e então voltou à Itália onde viveu onze anos. Emigram para o Brasil em 1948, em razão da difícil situação vivida na Europa após a Segunda Guerra Mundial.

 

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